domingo, 7 de outubro de 2007

Recife / Campina Grande (25 e 26 de agosto/2007)

Mais uma vez os doutores aterrissam em Recife para o lançamento em primeira mão de um novo disco. Assim como no Listen to the Doctors em 2005, o Bravo também foi lançado poucos dias antes do show, dando à cidade a honra de presenciar o disco ao vivo em primeira mão... Espero que isso se torne uma tradição :D. A abertura do show ficou a cargo da banda Candelabro, que realizou um show bastante competente; Destaque para Cauê Cury, um dos guitarristas mais competentes da cidade. Porém, é a vez dos doutores do hard rock brasileiro entrarem em ação. De cara a dobradinha Welcome to the Show/Nomad dá o ar de boas-vindas ao público. Mesmo ainda não sendo conhecidas pela grande maioria dos presentes, Nomad causou uma ótima impressão, mostrando ser uma das canções mais fortes do Bravo para ser executada ao vivo.

Fly Away, música que com um dos mais belos solos do Edu (na minha opinião), não poderia ter sido mais bem escolhida, e junto a Emotional Catastrophe e Fire, “acenderam o fogo” do público recifense (não resisti ao infame trocadilho ;D). Como iniciativa de divulgação do novo disco, a banda lançou um formato mais econômico do CD, em um formato promo que estava sendo vendido a R$5. Esse foi realmente um presentaço tanto para os fãs quanto para os que não conheciam a banda, visto que nem todo mundo tem a disponibilidade de pagar R$30 em um CD nesses tempos de MP3. Empty World esfriou um pouco os ânimos com seu clima “down”, deixando o público um pouco apático. Confesso que a primeira vez que ouvi essa música tomei um susto, já que é a primeira vez que o Dr. Sin usa um piano como instrumento principal em uma música.

Eis que Ivan solta esta pérola: tocarão uma música do Brutal, na qual o solo de guitarra foi gravado por ele: Isolated. Impagável! Time After Time vem pra relembrar os tempos de Michael Vescera nos vocais e mostrar que apesar do grande frontman que ele é, Andria não deve em nada em performance. Logo depois a banda sai do palco para um solo de Rodrigo Simão, que, aliás, ganhou grande destaque no som do Doctor. Nunca antes os teclados foram tão evidentes no som da banda como no Bravo. Destaque também para sua presença de palco, sempre agitando bastante e contribuindo com ótimos backing vocals. Depois de trechos de The Final Countdown do Europe, Jump do Van Halen, foi em Perfect Strangers que Ivan entrou na batera e no vocal, porém era só brincadeira, a música seguinte seria novamente do Bravo: Drowning in Sin, uma das músicas mais pesadas já gravadas pela banda, e ao vivo ela soa ainda mais forte.

Os covers sempre fizeram parte dos shows e dos discos do Dr. Sin, o Listen to the Doctors lançado dois anos atrás é uma prova disso. Pra seguir à risca, um medley de United e Living After Midnight dos Metal Gods é executado com fidelidade, porém tive a impressão que a maioria do público não conhecia as músicas, eu mesmo não havia escutado United anteriormente, e confesso que não sou um grande conhecedor da discografia do Judas Priest. Como a banda costuma renovar algumas músicas, Revolution ganha uma introdução climática, com um toque oriental, e seu refrão pegajoso faz todos cantarem junto. Miracles e Dr. Rock antecedem a bombástica Futebol, Mulher e Rock ‘n Roll, canção obrigatória para o fechamento dos shows da banda, e as já conhecidas brincadeiras do “êta, êta, êta” e do “alho, alho, alho” são diversão garantida!

O relógio já marcava duas da manhã quando o show foi finalizado, e deixou um gostinho de “quero mais”. Porém se todas as músicas que o público queria ouvir fossem executadas, uma noite inteira não seria suficiente! Uma pena também que mesmo com o ótimo trabalho de divulgação feito pela HM Produções com lambe-lambes espalhados pela cidade, cartazes em lojas especializadas e anúncios em jornal e TV, o público ficou aquém do esperado. O fator predominante, sem sombra de dúvidas, foi o fato de o show ter sido realizado apenas duas semanas após o do Scorpions, no qual a entrada inteira custou a bagatela de R$140, preço um pouco fora da realidade dos usualmente praticados em shows de rock na cidade.

Às 11h da manhã rumei para Campina Grande junto à lendária banda The Ax, um das mais antigas e respeitadas bandas de thrash metal Pernambucano, e que por sinal também tocaria no Rock Campina. Após algumas cervejas, cochilos e risadas, chegamos às 14:30h ao local do show, uma praça com ótima localização no centro de Campina Grande. O Dr. Sin já passava o som e após entrevista com uma televisão local a banda tem um merecido descanso, enquanto o rock rola solto no Parque do Povo. Vale frisar a qualidade das bandas que tocaram no evento, que foi organizado pela prefeitura da cidade.

A banda sobe ao palco às 21:30h e abrem novamente com o trecho inicial de Welcome to the Show, seguido de Nomad. A recepção é calorosa, visto que além do Edu estar com a camisa do Campinense (e na qual ele jogou ao público por engano), o último show do Doctor na cidade aconteceu no longínquo ano de 2001. O público rockeiro de Campina estava em êxtase e agitou bastante em cada uma das canções: Fly Away, Emotional Catastrophe, Fire, Empty World, Time After Time, Revolution, Miracles... ufa!! Após essa última, Edu pede ao público que devolva a camisa que ele havia jogado por engano, pois Xico (um dos organizadores do evento) havia emprestado-o para tocar, e não para jogar! Felizmente o felizardo que catou a camisa já havia devolvido.

Aqui o set se inverte um pouco em relação ao de Recife, com o solo de teclado executado após a pesadíssima Drowning in Sin. O que se viu a seguir foi uma sequência de quatro covers: United e Living after Midnight, precederam uma que não estava inicialmente no set: It’s Alright do Black Sabbath, com Ivan fazendo o papel de Bill Ward, que canta originalmente a essa bela balada. Para completar, Have You Ever Seen The Rain que tem aquele clima de festa, nos faz sentir como se estivéssemos num dia ensolarado. Como não podia ser diferente, Futebol, Mulher e Rock ‘n Roll leva os presentes ao delírio, incrível como após oito horas de shows o público se manteve tão receptivo!

Tanto o público, quanto a prefeitura de Campina Grande estão de parabéns. O público por ter comparecido em peso e prestigiado desde o começo as apresentações, e a prefeitura por ter organizado um evento de tão alto nível, com ótima estrutura de palco (som e iluminação impecáveis), contrariando a tradição de se organizar eventos de música com apelo mais popular.

Deixo meus agradecimentos ao Dr. Sin e Dr. Crew (Fabio, Jaime e Adriano), Eli Veronezzi (many many thanks! ;D), HM Produções (Valeu Renato e Verinha!), Alcides “Burn” e o pessoal do The Ax (Caldo Verde ‘n Wife, Calado, Chapado e Ervilha) por terem contrariado as leis da física me cedendo um lugar na viagem Campina Grande/Recife e Rodrigo do Rabujos por ter me recebido em sua casa na volta... Obrigado todos vocês!

Vídeos:










Fotos:


Clube Líbano, Recife/PE - 25/09/2007




Setlist:
Welcome to The Show
Nomad
Fly Away
Emotional Catastrophe
Fire
Empty World
Time After Time
Isolated
Solo de Teclado
Drowning in Sin
United (Judas Priest)
Living After Midnight (Judas Priest)
Revolution
Miracles
Dr. Rock (Motörhead)
Futebol, Mulher e Rock ‘n Roll



Parque do Povo, Campina Grande/PB - 26/09/2007




Setlist:
Welcome to The Show
Nomad
Fly Away
Emotional Catastrophe
Fire
Empty World
Time After Time
Revolution
Miracles
Drowning in Sin
Solo de Teclado
United (Judas Priest)
Living After Midnight (Judas Priest)
It’s Alright (Black Sabbath)
Have You Ever Seen The Rain (Creedance Clearwater Revival)
Futebol, Mulher e Rock ‘n Roll

2 comentários:

Paulo Peterson disse...

Marlos brilhante resenha, adorei, gostaria muito de ter participado desse momento, você sabe que curto demais faezr isso também. Parabéns e grande Abraço

Anônimo disse...

AE grande marlos, o blog ta muito bom, agradeço vc pelo apoio q vc da pra banda, muito bom mesmo...bom tbm é a coxinha de siri q comi ai em recife....rs


abração

fabio kufa

www.fabiokufa.com